31/08/2009
Vai um baconzinho aí?
Passagem: Atos 10:9-17
Pedro estava assentado do lado de fora da sua casa (sua igreja), e frequentemente lia a palavra de Deus e refletia sobre seus planos. Tendo sempre cumprido as leis de Deus, ele havia se tornado um homem sábio e impetuoso, bem diferente de quando era mais jovem, graças ao mover do Espírito Santo na sua vida. Apesar de já ter mais idade, ele tinha sido colocado como “pedra angular da igreja”, mas não sabia exatamente como isso iria acontecer. Ele só sabia que tinha esse dever e essa autoridade.
Alguém chegou para ele de dentro e disse:
- Irmão Pedro, me desculpe… estamos fazendo o almoço, mas novamente não temos carne.
- O QUÊ??! Oh… eu entendo. Ter rebanhos hoje em dia é muito caro… por causa dos impostos né? Não há problema, meu querido. Deus nos proverá nosso pão de cada dia. Eu já tô com fome.
Ele estava com o livro de Levítico aberto, e lia o seguinte:
“Portanto, façam diferença entre animais e aves puros e impuros. Sou eu quem decide se um animal, ou uma ave, ou um animal que se arrasta pelo chão é impuro ou não; e eu proibi que vocês comessem qualquer coisa impura, para que também não ficassem impuros. Sejam santos, pois eu, o Senhor, sou santo. E eu os separei dos outros povos para que vocês sejam somente meus.” (Lv 20:25)
Pedro agradeceu por nunca ter precisado comer carne de animal impuro, como o pai dele havia ensinado. E ele entendia o significado disso: assim era a aliança que Deus tinha feito com os judeus, para separá-los dos outros povos do mundo. Pois os judeus eram pessoas escolhidas por Deus, e ele comprendia que o seu Senhor Jesus, o Filho de Deus, curava os pecadores, leprosos, enfermos, para purificar novamente os judeus, a fim de se tornarem novamente o povo separado.
Então sua vista começou a ficar escura… perdeu o equilíbrio e caiu, mas logo sua vista ficou branca, e olhou direito, e havia no céu um grande lençol preso pelas quatro pontas como se fosse uma trouxinha. Logo ele pensou: “ish… Tem um anjo de mudança.” Mas a trouxinha estava descendo, e descendo… e cobriu todo o chão, uma área enorme. Quando se abriu, havia lá todos os tipos de animais e aves! Tatus, bois, rinocerontes, cobras, garças, ornitorrincos, avestruzes, e até uns gatinhos. Ele pensou “Trouxinha de Nóe?”, mas de repente, Pedro ouviu:
- Pedro! Levante-se! Esses animais são para você comer.
- Ahn? Mas são animais impuros!
- Não Pedro, você não entendeu… não são impuros, porque Deus os purificou.
- Ahhh… entendi… é um teste… Senhor, eu não posso comê-los, porque são impuros!
- Pedro, deixa de ser teimoso! Prepara e come! Eu os purifiquei!
- Não Senhor, eu sei que isso é impuro! Não como de jeito nenhum!
- Ah deixa pra lá vai…
E o lençol se fechou com todos os animais dentro e voltou para o céu.
Nisso aquele irmão colocou a cabeça pra fora, olhou pros dois lados e perguntou:
- Pedro?? É impressão minha ou eu ouvi um elefante aqui fora?
E Pedro ficou pensando o que aquilo significava…
Falando sério…
Essa questão de “animais impuros” já pegou muitas pessoas, e muitos que querem contrariar a Bíblia tentar utilizar isso como argumento. Ainda hoje, judeus não comem animais considerados “impuros”, deles o mais comum sendo o porco.
Agora você me pergunta: “O que é que tem a ver Jesus com carne de porco?” E eu digo: “Tem muito a ver!”
O primeiro mandamento que Deus deu acerca do alimento foi para o primeiro homem, Adão, e foi o seguinte: “Para vocês se alimentarem, eu lhes dou todas as plantas que produzem sementes e todas as árvores que dão frutas.” (Gn 1:29) Isso porque no Jardim do Éden não havia pecado, portanto não havia morte. Quando houve pecado, o primeiro sacrifício de um animal foi feito, para que se fizessem roupas para Adão e Eva. (Gn 3:21)
Depois, quando Deus mandou o dilúvio, e sobrou somente a família de Noé, ele deu outra ordem: “Vocês podem comer os animais e também as verduras; eu os dou para vocês como alimento. Mas uma coisa que vocês não devem comer é carne com sangue, pois no sangue está a vida.” (Gn 9:3,4) Essa foi a ordenança para TODOS os povos da terra, porque Noé é um descendente comum de todos, já que não havia mais ninguém na terra.
Foi só quando Deus tirou o povo hebreu do Egito através de Moisés, que ele deu a ordenança que está no texto, em Levítico. Essa portanto era uma lei que fazia parte da aliança de Deus com o povo hebreu.
Desde a firmação da Lei, o tempo passou e isso foi tornando-se apenas um hábito e um costume entre os judeus. Tanto, que Pedro deu mais importância à velha ordenança do que à própria voz de Deus falando a ele! A natureza humana é assim: os costumes são guardados, mas a compaixão, a piedade, o auxílio ao próximo, essas coisas os judeus não guardavam. E isso devia irritar profundamente a Deus.
Jesus havia dito: “Não pensem que eu vim para acabar com a Lei de Moisés ou com os ensinamentos dos Profetas. Não vim para acabar com eles, mas para dar o seu sentido completo.” (Mt 5:17)
O sentido completo, além é claro de poder aproveitar uma boa feijoada, virá no próximo post… fique ligado!
Que Deus abençoe o povo mais feliz da terra!
Andréde - Nego disse,
31/08/2009 às 23:02
Muito legal Gu, mas o que eu queria mesmo saber a sua opinião ficou para o próximo post. Fico no aguardo.